As espécies exóticas invasoras são hoje, a nível global, uma das maiores ameaças ambientais, estando mesmo elencadas acima dos problemas poluição de origem humana. Por esse motivo, constituem também uma das prioridades da Estratégia de Biodiversidade da UE para 2020, sendo ainda alvo de legislação comunitária específica, que visa prevenir a sua introdução e controlar a sua presença no espaço europeu (Regulamento 1143/2014 relativo a EEI).

No caso concreto do território de intervenção, são várias as espécies de flora com caráter invasor que se encontram a ameaçar a ecologia dos habitats ribeirinhos. De entre estas, destacam-se espécies como a mimosa (Acacia dealbata), espanta-lobos (Ailanthus altissima), cana (Arundo donax) e a tintureira (Phytolacca americana). Todas elas, presentes nas áreas de habitats a recuperar, irão ser alvo de ações de controlo inicial, no sentido de eliminar os indivíduos detetados ainda dentro do período de execução do projeto. Esses trabalhos irão utilizar boas práticas já testadas noutros projetos LIFE, e decorrerão paralelamente aos de restauro dos habitats naturais (ação B4). No pós-projeto, será necessário prosseguir ações de controlo de monitorização, que serão identificadas no “Plano Pós-LIFE”.